
No link abaixo minha nova review no Jornada Mega Drive:
http://www.jornadamegadrive.net/shadow-blasters/


Recentemente instalei o DosBox, um dos melhores
emuladores de DOS que conheço, no meu computador. Estava com vontade de jogar meu velho The Secret of Monkey Island. Não a nova versão, mas sim o jogo original. (Nota: consegui rodar o jogo quase perfeitamente, apresenta apenas alguns problemas na música, mais tarde conto também essa experiência).
Pois bem, inspirado pelo emulador procurei outros jogos para usar no DosBox e lembrei de um jogo de tiro chamado Blood. Lembro que muito tempo atrás joguei o demo dele mas nunca tive a oportunidade de jogar o jogo completo -lembrem-se que os antigos demos e sharewares traziam as primeira cinco ou dez fases do jogo. Já na época percebi que Blood nada mais era que mais clone de Doom ou Duke Nukem. Na verdade Blood foi criado pela 3D Realms, criadora do Duke Nukem, e Monolith, e os dois jogos compartilham a mesma engine. O nome Blood ficou marcado na minha memória menos pela jogabilidade e mais pelo visual. O jogo mistura ocultismo medieval com uma estética do começo do século XX, imagine algo como igrejas, velas, caveiras, dinamite, balas e trens. Além disso o jogo quase faz escorrer sangue pela tela -Blood é certamente um dos jogos mais violentos no DOS.
No momento que escrevo este post completei o primeiro dos quatro capítulos do jogo, e tenho quase certeza que era esse o conteúdo do demo pois a primeira fase ficou bem marcada na minha memória. Qual minha impressão do jogo?
Sou uma pessoa acostumada com jogos antigos de tire e mesmo assim Blood conseguiu me dar uma boa dor de cabeça. Talvez seja pelo uso de cores escuras, os corredores muito estreitos (o jogo usa com muita pouca frequência espaços abertos), ou mesmo os controles que não são muito bons, mas Blood não passa a mesma sensação de velocidade e liberdade de Duke Nukem. Por causa disso, e também pelo jogo não ser tão fácil, depois das primeiras fases procurei na internet os dois códigos salva-vidas: invencibilidade e todas as armas. Outra coisa “emprestada” do Duke é o fato do seu personagem também ter a língua solta. Geralmente toda fase tem duas ou três frases programadas. O humor não é muito bom e as piadas soam bem datadas -como beber sangue de uma bolsa médica e ouvir “hum, refrescante” ou entrar no parque e dizer com umz voz sádica “agora vou me divertir”. E falando no nosso herói, por trás dos tiros parece que o jogo tem uma história bastante desenvolvida. Pelo que li online o jogo se passa durante os anos 20 e envolve um culto de magia negra, morte e nosso violento herói voltando do além -a primeira cena é você saindo de sua tumba e dizendo "I live...AGAIN!". Sinceramente não tive muito paciência para saber mais da história e nenhum jogador precisa também saber para aproveitar o jogo. Já que durante o andamento das fases nenhum detalhe a dado sobre a história, a tentativa de colocar um enredo profundo parece totalmente artificial.
De resto o jogo é seu tipico FPS de 1997, com fases interessantes mas nada excepcional. Ao menos vale pela nostalgia de coletar chaves. E tenho que dizer: o melhor do jogo e o único motivo de eu querer jogar os demais capítulos são as armas. Sua arma mais básica é um tridente, depois disso você ainda tem: uma pistola sinalizadora que coloca seus inimigos em chamas, uma shotgun com um pelo som de explosão, uma metralhadora Tommy Gun, dinamite e bazooca , uma lata spray que você usa como lança-chama (particularmente minha arma favorita), uma arma futurista que parece atirar raios e uma boneca vuodoo que tortura seus inimigos de longe. A maioria das armas tem um modo de tiro secundário e temporariamente você também pode usar um item que permite usar duas armas ao mesmo tempo. Como vocês podem ver, o jogo não foge muito do padrão Doom de pistola, shotgun, metralhadora, bazooca e super-arma. Mas isso é o de menos. No geral o jogo tem seus defeitos, mas para quem gosta de jogos antigos de tiro Blood é uma boa pedida.
Já comentei que muitos jogos do Mega-Drive apresentam problemas simples, que poderiam ser facilmente corrigidos com um pouco mais de atenção por parte dos produtores, tornando o jogo muito melhor. Dito isso, nenhum jogo parece ser mais próximo de um beta lançado às pressas que Earnest Evans. O jogo realmente dá a impressão de estar incompleto, em algum estágio de teste que diversas coisas são experimentadas dentro do jogo. Nele algumas fases são extremamente curtas, outras tem estranhos bugs, e alguns desenhos dos inimigos não fazem sentido. Por exemplo, dentro do jogo tem uma fase de água. Nela só existe você e o chefe-final e você tem que nadar em volta do chefe. E tudo se passsa numa fase sem limites de borda, como numa esfera -você da direita saí na esquerda e de cima saí embaixo. Outras fases seguem um estílo mais tradicionais como no El Viento, onde você enfrenta bandidos em ruas e trens em movimento. Com certeza essas últimas são as melhores.
Outro “destaque” é a estranha animação do seu personagens. Acho que a idéia era dar o máximo de movimento a ele, mas o resultado é um “boneco” que estende seus braços e pernas nos ângulos mais impossíveis enquanto anda em um mundo de gravidade baixa. É normal você pode se abaixar, cair numa beirada, e sair rolando como uma bola pela fase. Por trás disso está alguma tentativa de física relativa que saiu errado.
Por todo jogo você encontra outros problemas: falta de balanço na dificuldade, você não fica invencível após levar dano (ou seja, morre rápido mesmo com a energia cheia), sons e músicas ruins, cenários (os que parecem completos) pouco criativos, e no geral uma apresentação pouco convincente.
Mesmo assim eu sempre acabo jogando Earnest Evans mais tempo do que devia. Depois que você se acostumar com a jogabilidade estranha, você começa a curtir um pouco de ação presente no jogo. E se ele não provoca o agrado de um Sonic, ao menos mantém o jogador interessado e de bom humor por causa dos movimentos inumanos e do final inusitado.
PS: Realmente não deixem de vêr o final do jogo.
Nota: 4,0
O NES é um console que reúne Castlevania, Batltetoads, Ninja Gaiden e Contra. Jogos que se tornaram lendários tanto pela qualidade quanto pela dificuldade. Se você gosta de um bom desafio e acha que jogos fáceis são coisa de criança, saiba que o NES definiu a arte de memorizar padrões nos chefes, fases insânas e inimigos em locais estratégicos.
2- Game Genie
Agora se você é como eu e não gosta de de quebrar a cabeça (e os dedos) em jogos difíceis, mas mesmo assim quer ver o final de Ninja Gaideno, Game Genie é a salvação. O aparelho é uma idéia simples mas brilhante. Através de um “semi-cartucho” colocado em conjunto com seu jogo, você podia colocar uma série de códigos que basicamente modificava o jogo a sua vontade. Vidas infinitas, munição sem fim, pular mais alto. Tudo era possível. Mais do que um simples modo trapaça, o Game Genie também permite acessar segredos e fases betas enterrados dentro dos jogos. Certamente uma arma extremamente útil para os jogadores.
3- O Nascimento dos RPGs nos consoles
O avanço do harware do NES permitiu pela primeira vez o desenvolvimento de jogos com textos e imagens que ajudavam a narrativa. Devido a isto o NES foi o primeiro console a trazer o gênero do RPG, até então presente só nos computadores domésticos. Tudo bem que o mercado ainda era primitivo, jogos orientais eram mal traduzidos ou mesmo ignorados pela Nintendo americana. Mas mesmo assim o NES deu o primeiro passo.
4- As trilhas sonoras
Toda grande história precisa de uma grande trilha sonora, e ninguém entendeu isto tão bem como a Nintendo. Todos os jogadores tem na memória suas músicas favoritas, Super Mario Bros., The Legend of Zelda, entre outros. O NES praticamente fundaram o estilo de game retro-music.
5- Star Wars da Namco
O primeiro jogo do Star Wars do NES nunca foi lançado fora do Japão. Por que? Digamos que o jogo toma tantas liberdades quanto a história do filme que até hoje ele é motivo de piada entre os fãs. Neste Star Wars Luke tem que salvar todos os seus companheiros (não só R2 e Leia, mas han Solo e até Obi-Wan) usando a Millennium Falcon. Alguém já viu ele pilotando a nave? E que tal enfrentar um Vader que literalmente se transforma num escorpião? Ou usar o sabre-de-luz para disparar raios? E depois ainda reclamam dos jogos atuais da Lucas Arts...

Todos conhecem Sonic e Sparkster, estrelas do Sonic the Hedgehog e Rocket Knight Adventures. O Mega-Drive teve ainda outro jogo de plataforma com um protagonista azul que corre rápido, e por incrível que pareça não era só uma mera cópia do Sonic. Este jogo é o Tiny Toon Adventure: Buster's Hidden Treasure.
Lançado em 1993 pela famosa Konami, a empresa teve a sempre desafiadora tarefa de fazer um jogo baseado em um desenho animado. Ela acertou em cheio dois pontos fundamentais. Recriou o universo do desenho no Mega-Drive, graças ao visual colorido, as animações variadas e a trilha sonora retirada do show. E por trás disso, um bom e criativo jogo de plataforma.
O jogo se estrutura em várias fases montadas em um mapa-mundi, ao estilo Super Mario Bros., e alguns caminhos alternativos podem ser explorados. Claro que você vai passar pelas tradicionais fases da floresta, da queda d'água, do gelo, do navio fantasma; mas não estou criticando Tiny Toon por isto. Usar estes temas, plataformas móveis, e molas, é um clichê quase esperado nos jogos de plataformas. Em nenhum momento elas são repetitivas ou enfadonhas.
O controle de Perninha (Buster Bunny no inglês) responde bem aos controles. A mecânica de pulo é interessante, Perninha pula tão alto quanto você mantêm pressionado o botão de pulo. Isso traz uma certa variedade e velocidade ao jogo. Os movimentos são vários -correr, deslizar, pulo nas paredes ao estilo Ninja Gaiden. Além de um ataque especial que elimina todos os inimigos da tela. A duração do jogoé um tanto longa, por isso o sistema de save por password é bem-vinda. E Tiny Toon conseguiu ter o melhor e o pior dos jogos de plataformas – você tem uma barra de energia (três “corações” antes de morrer), mas tinham que fazer eu voltar toda a fase quando morro no último chefe?!
Tiny Toon poderia ter ousado mais? Sim, principalmente no uso do mapa. Mas às vezes só estamos atrás de um bom jogo de plataforma no estílo clássico, e nisso o jogo se saí muito bem.
Nota: 8,0
O Atari 2600 foi lançado no ano de 1977, uma época em que era comum os equipamentos de entretenimento terem refinados acabamentos de madeira, nada deste monte barato de plástico. Além disso uma construção robusta e elegante era vista como sinal de qualidade. Nenhum outro console tem um visual tão belo e trabalhado como o Atari 2600, com a sua frente em madeira, as chaves metálicas ao lado do cartucho, os dois controles estendidos ao lado, e o cartucho inclinado com o título à mostra. O Atari 2600 ficava bonito montado na sala de estar.
Hoje em dia existe um emulador do Atari 2600 para todo dispositivo imaginável. E como os jogos tem sons simples e só requerem o uso de um botão, qualquer plataforma consegue emular bem o Atari 2600, seja portátil ou não. Ter sua coleção de jogos também é prático, já que todas as roms da biblioteca do Atari 2600 ocupam pouco mais de 12 MB, isso são 544 oficiais, sem contar as versões locais e betas.
Pitfall, Enduro, Missile Commander, River Raid, Space Invaders, são alguns dos grandes jogos do Atari 2600. Neles você viajava por templos antigos, cidades, batalhas espaciais e aéreas, mas era preciso muita imaginação para traduzir aqueles monte de blocos em figuras e naves. Mas ninguém se importava e o interessante é que cada jogador criava o seu próprio jogo na cabeça. Jogar o Atari 2600 é um verdadeiro exercício de criatividade.
4-Ideal para ouvir música enquanto joga
Como os jogos do Atari 2600 tem efeitos sonoros limitados, você pode tranquilamente ouvir sua trilha sonora preferida enquanto joga, sem se importar em perder algum diálogo ou som importante. E já que os jogos não tem fim, ao estilo dos arcades clássicos, eles vão durar tanto quanto você quiser.
5-Todo fã do Atari é boa gente
O veterano do Atari 2600 viveu todas as grandes mudanças da indústria dos video-games, desde o quebra de 83 até a recente onda de conteúdo por download. Com uma paciência de ferro, eles não disputam números, vendas, gráficos e outras coisas banais, eles apenas sabem e reconhecem o valor do Atari 2600 na história dos video-games, e estão sempre dispostos a dar boas vindas a qualquer interessado no sistema. Isso sim é um fã camarada.






