sexta-feira, 8 de julho de 2011

Jornada Review: Shadow Blasters


No link abaixo minha nova review no Jornada Mega Drive:

http://www.jornadamegadrive.net/shadow-blasters/

Novidades no Blog

Olá leitores,

Depois de uma breve pausa no blog por motivos pessoais; pausa que não acabou sendo tão breve assim como imaginava, estou retornando minhas atividades e trazendo junto algumas novidades.

Primeiro quero dizer que estou contribuindo com reviews no site Jornada Mega Drive do meu xará Vinícios "Pixelizado". A ideia do site é simples e ambiciosa: criar um catálogo com dados, reviews, imagens, notas e comentários de cada jogo lançado no Mega-Drive. Certamente é uma jornada que vale a pensa ser realizada. Além de mim, então no site MestreChoros, Hector Moraes, e outros colegas colecionadores também apaixonados pelo Mega-Drive. Mas não é só isso. Vocês também pode participar do site. Basta se cadastrar, ler as regras de postagem e você pode escrever uma review para qualquer dos jogos do site ou expor dentro do seu perfil sua coleção de jogos do Mega-Drive. Assim o Jornada não é só um site de reviews: discorda de um texto? Comente o texto ou escreva uma crítica para ter seu texto publicado. Para quem gosta dos meus textos, cada review que eu escrever no Jornada vou colocar um link direto nesse blog.

O que me leva de volta ao Star Light Zone. Aqui vou continuar produzindo novo conteúdo como antes. Escreverei minhas Mega Reviews e publicarei artigos sobre retrogames em geral. Provavelmente minha frequência de postagem será menor já que estou escrevendo em dois sites e tenho mais alguns projetos que gostaria de realizar, mas dificilmente vou voltar a sumir por um longo período de tempo. Também quero explorar novos horizontes. Vou continuar dando ênfase ao Mega-Drive e a geração 16-bit, mas junto com minhas críticas e análises o Star Light Zone será um blog mais pessoal. Não se preocupem, não vou começar a filosofar sobre o sentido da vida ou discutir culinária russa. Vou apenas de tempos e tempos falar sobre alguma notícia que me chamou a atenção, divulgar algum link, ou comentar algum jogo mais moderno que estou jogando (levando em conta que gosto de jogar velharias mesmo, é capaz de algumas pessoas nem notarem a diferença). Em resumo, vou falar de games do passado, presente e futuro.

Acho que isso é tudo pessoal.


Comentários e sugestões, por favor, usem a área de comentários.

Estou Jogando: Blood (PC 1997)


Recentemente instalei o DosBox, um dos melhores
emuladores de DOS que conheço, no meu computador. Estava com vontade de jogar meu velho The Secret of Monkey Island. Não a nova versão, mas sim o jogo original. (Nota: consegui rodar o jogo quase perfeitamente, apresenta apenas alguns problemas na música, mais tarde conto também essa experiência).

Pois bem, inspirado pelo emulador procurei outros jogos para usar no DosBox e lembrei de um jogo de tiro chamado Blood. Lembro que muito tempo atrás joguei o demo dele mas nunca tive a oportunidade de jogar o jogo completo -lembrem-se que os antigos demos e sharewares traziam as primeira cinco ou dez fases do jogo. Já na época percebi que Blood nada mais era que mais clone de Doom ou Duke Nukem. Na verdade Blood foi criado pela 3D Realms, criadora do Duke Nukem, e Monolith, e os dois jogos compartilham a mesma engine. O nome Blood ficou marcado na minha memória menos pela jogabilidade e mais pelo visual. O jogo mistura ocultismo medieval com uma estética do começo do século XX, imagine algo como igrejas, velas, caveiras, dinamite, balas e trens. Além disso o jogo quase faz escorrer sangue pela tela -Blood é certamente um dos jogos mais violentos no DOS.


No momento que escrevo este post completei o primeiro dos quatro capítulos do jogo, e tenho quase certeza que era esse o conteúdo do demo pois a primeira fase ficou bem marcada na minha memória. Qual minha impressão do jogo?


Sou uma pessoa acostumada com jogos antigos de tire e mesmo assim Blood conseguiu me dar uma boa dor de cabeça. Talvez seja pelo uso de cores escuras, os corredores muito estreitos (o jogo usa com muita pouca frequência espaços abertos), ou mesmo os controles que não são muito bons, mas Blood não passa a mesma sensação de velocidade e liberdade de Duke Nukem. Por causa disso, e também pelo jogo não ser tão fácil, depois das primeiras fases procurei na internet os dois códigos salva-vidas: invencibilidade e todas as armas. Outra coisa “emprestada” do Duke é o fato do seu personagem também ter a língua solta. Geralmente toda fase tem duas ou três frases programadas. O humor não é muito bom e as piadas soam bem datadas -como beber sangue de uma bolsa médica e ouvir “hum, refrescante” ou entrar no parque e dizer com umz voz sádica “agora vou me divertir”. E falando no nosso herói, por trás dos tiros parece que o jogo tem uma história bastante desenvolvida. Pelo que li online o jogo se passa durante os anos 20 e envolve um culto de magia negra, morte e nosso violento herói voltando do além -a primeira cena é você saindo de sua tumba e dizendo "I live...AGAIN!". Sinceramente não tive muito paciência para saber mais da história e nenhum jogador precisa também saber para aproveitar o jogo. Já que durante o andamento das fases nenhum detalhe a dado sobre a história, a tentativa de colocar um enredo profundo parece totalmente artificial.


De resto o jogo é seu tipico FPS de 1997, com fases interessantes mas nada excepcional. Ao menos vale pela nostalgia de coletar chaves. E tenho que dizer: o melhor do jogo e o único motivo de eu querer jogar os demais capítulos são as armas. Sua arma mais básica é um tridente, depois disso você ainda tem: uma pistola sinalizadora que coloca seus inimigos em chamas, uma shotgun com um pelo som de explosão, uma metralhadora Tommy Gun, dinamite e bazooca , uma lata spray que você usa como lança-chama (particularmente minha arma favorita), uma arma futurista que parece atirar raios e uma boneca vuodoo que tortura seus inimigos de longe. A maioria das armas tem um modo de tiro secundário e temporariamente você também pode usar um item que permite usar duas armas ao mesmo tempo. Como vocês podem ver, o jogo não foge muito do padrão Doom de pistola, shotgun, metralhadora, bazooca e super-arma. Mas isso é o de menos. No geral o jogo tem seus defeitos, mas para quem gosta de jogos antigos de tiro Blood é uma boa pedida.

terça-feira, 9 de março de 2010

Mega Review: Earnest Evans


Não deve ser confundido com este Ernest. Muito tempo atrás ganhei uma cópia do Earnest Evan para o Mega-Drive. Na época não sabia nada de El Viento e sua relação com Earnest Evans. Para mim era somente cópia do Indiana Jones. Garanto que muita gente também se confundiu pois a abertura do jogo mostra alguém se aproximando de um templo na floresta, a primeira fase é resgatar um ídolo perdido, e da sua arma principal ser um chicote.

Já comentei que muitos jogos do Mega-Drive apresentam problemas simples, que poderiam ser facilmente corrigidos com um pouco mais de atenção por parte dos produtores, tornando o jogo muito melhor. Dito isso, nenhum jogo parece ser mais próximo de um beta lançado às pressas que Earnest Evans. O jogo realmente dá a impressão de estar incompleto, em algum estágio de teste que diversas coisas são experimentadas dentro do jogo. Nele algumas fases são extremamente curtas, outras tem estranhos bugs, e alguns desenhos dos inimigos não fazem sentido. Por exemplo, dentro do jogo tem uma fase de água. Nela só existe você e o chefe-final e você tem que nadar em volta do chefe. E tudo se passsa numa fase sem limites de borda, como numa esfera -você da direita saí na esquerda e de cima saí embaixo. Outras fases seguem um estílo mais tradicionais como no El Viento, onde você enfrenta bandidos em ruas e trens em movimento. Com certeza essas últimas são as melhores.

Outro “destaque” é a estranha animação do seu personagens. Acho que a idéia era dar o máximo de movimento a ele, mas o resultado é um “boneco” que estende seus braços e pernas nos ângulos mais impossíveis enquanto anda em um mundo de gravidade baixa. É normal você pode se abaixar, cair numa beirada, e sair rolando como uma bola pela fase. Por trás disso está alguma tentativa de física relativa que saiu errado.

Por todo jogo você encontra outros problemas: falta de balanço na dificuldade, você não fica invencível após levar dano (ou seja, morre rápido mesmo com a energia cheia), sons e músicas ruins, cenários (os que parecem completos) pouco criativos, e no geral uma apresentação pouco convincente.

Mesmo assim eu sempre acabo jogando Earnest Evans mais tempo do que devia. Depois que você se acostumar com a jogabilidade estranha, você começa a curtir um pouco de ação presente no jogo. E se ele não provoca o agrado de um Sonic, ao menos mantém o jogador interessado e de bom humor por causa dos movimentos inumanos e do final inusitado.

PS: Realmente não deixem de vêr o final do jogo.

Nota: 4,0

terça-feira, 2 de março de 2010

Cinco motivos para gostar do NES

1- Dificuldade desafiadora


O NES é um console que reúne Castlevania, Batltetoads, Ninja Gaiden e Contra. Jogos que se tornaram lendários tanto pela qualidade quanto pela dificuldade. Se você gosta de um bom desafio e acha que jogos fáceis são coisa de criança, saiba que o NES definiu a arte de memorizar padrões nos chefes, fases insânas e inimigos em locais estratégicos.


2- Game Genie

Agora se você é como eu e não gosta de de quebrar a cabeça (e os dedos) em jogos difíceis, mas mesmo assim quer ver o final de Ninja Gaideno, Game Genie é a salvação. O aparelho é uma idéia simples mas brilhante. Através de um “semi-cartucho” colocado em conjunto com seu jogo, você podia colocar uma série de códigos que basicamente modificava o jogo a sua vontade. Vidas infinitas, munição sem fim, pular mais alto. Tudo era possível. Mais do que um simples modo trapaça, o Game Genie também permite acessar segredos e fases betas enterrados dentro dos jogos. Certamente uma arma extremamente útil para os jogadores.

3- O Nascimento dos RPGs nos consoles

O avanço do harware do NES permitiu pela primeira vez o desenvolvimento de jogos com textos e imagens que ajudavam a narrativa. Devido a isto o NES foi o primeiro console a trazer o gênero do RPG, até então presente só nos computadores domésticos. Tudo bem que o mercado ainda era primitivo, jogos orientais eram mal traduzidos ou mesmo ignorados pela Nintendo americana. Mas mesmo assim o NES deu o primeiro passo.

4- As trilhas sonoras

Toda grande história precisa de uma grande trilha sonora, e ninguém entendeu isto tão bem como a Nintendo. Todos os jogadores tem na memória suas músicas favoritas, Super Mario Bros., The Legend of Zelda, entre outros. O NES praticamente fundaram o estilo de game retro-music.


5- Star Wars da Namco

O primeiro jogo do Star Wars do NES nunca foi lançado fora do Japão. Por que? Digamos que o jogo toma tantas liberdades quanto a história do filme que até hoje ele é motivo de piada entre os fãs. Neste Star Wars Luke tem que salvar todos os seus companheiros (não só R2 e Leia, mas han Solo e até Obi-Wan) usando a Millennium Falcon. Alguém já viu ele pilotando a nave? E que tal enfrentar um Vader que literalmente se transforma num escorpião? Ou usar o sabre-de-luz para disparar raios? E depois ainda reclamam dos jogos atuais da Lucas Arts...

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Mega Review: Tiny Toon Adventures: Buster's Hidden Treasure

Todos conhecem Sonic e Sparkster, estrelas do Sonic the Hedgehog e Rocket Knight Adventures. O Mega-Drive teve ainda outro jogo de plataforma com um protagonista azul que corre rápido, e por incrível que pareça não era só uma mera cópia do Sonic. Este jogo é o Tiny Toon Adventure: Buster's Hidden Treasure.


Lançado em 1993 pela famosa Konami, a empresa teve a sempre desafiadora tarefa de fazer um jogo baseado em um desenho animado. Ela acertou em cheio dois pontos fundamentais. Recriou o universo do desenho no Mega-Drive, graças ao visual colorido, as animações variadas e a trilha sonora retirada do show. E por trás disso, um bom e criativo jogo de plataforma.

O jogo se estrutura em várias fases montadas em um mapa-mundi, ao estilo Super Mario Bros., e alguns caminhos alternativos podem ser explorados. Claro que você vai passar pelas tradicionais fases da floresta, da queda d'água, do gelo, do navio fantasma; mas não estou criticando Tiny Toon por isto. Usar estes temas, plataformas móveis, e molas, é um clichê quase esperado nos jogos de plataformas. Em nenhum momento elas são repetitivas ou enfadonhas.

O controle de Perninha (Buster Bunny no inglês) responde bem aos controles. A mecânica de pulo é interessante, Perninha pula tão alto quanto você mantêm pressionado o botão de pulo. Isso traz uma certa variedade e velocidade ao jogo. Os movimentos são vários -correr, deslizar, pulo nas paredes ao estilo Ninja Gaiden. Além de um ataque especial que elimina todos os inimigos da tela. A duração do jogoé um tanto longa, por isso o sistema de save por password é bem-vinda. E Tiny Toon conseguiu ter o melhor e o pior dos jogos de plataformas – você tem uma barra de energia (três “corações” antes de morrer), mas tinham que fazer eu voltar toda a fase quando morro no último chefe?!

Tiny Toon poderia ter ousado mais? Sim, principalmente no uso do mapa. Mas às vezes só estamos atrás de um bom jogo de plataforma no estílo clássico, e nisso o jogo se saí muito bem.

Nota: 8,0

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Cinco motivos para gostar do Atari 2600


1- O Acabamento


O Atari 2600 foi lançado no ano de 1977, uma época em que era comum os equipamentos de entretenimento terem refinados acabamentos de madeira, nada deste monte barato de plástico. Além disso uma construção robusta e elegante era vista como sinal de qualidade. Nenhum outro console tem um visual tão belo e trabalhado como o Atari 2600, com a sua frente em madeira, as chaves metálicas ao lado do cartucho, os dois controles estendidos ao lado, e o cartucho inclinado com o título à mostra. O Atari 2600 ficava bonito montado na sala de estar.


2- A emulação

Hoje em dia existe um emulador do Atari 2600 para todo dispositivo imaginável. E como os jogos tem sons simples e só requerem o uso de um botão, qualquer plataforma consegue emular bem o Atari 2600, seja portátil ou não. Ter sua coleção de jogos também é prático, já que todas as roms da biblioteca do Atari 2600 ocupam pouco mais de 12 MB, isso são 544 oficiais, sem contar as versões locais e betas.



3- Estimule sua imaginação

Pitfall, Enduro, Missile Commander, River Raid, Space Invaders, são alguns dos grandes jogos do Atari 2600. Neles você viajava por templos antigos, cidades, batalhas espaciais e aéreas, mas era preciso muita imaginação para traduzir aqueles monte de blocos em figuras e naves. Mas ninguém se importava e o interessante é que cada jogador criava o seu próprio jogo na cabeça. Jogar o Atari 2600 é um verdadeiro exercício de criatividade.


4-Ideal para ouvir música enquanto joga

Como os jogos do Atari 2600 tem efeitos sonoros limitados, você pode tranquilamente ouvir sua trilha sonora preferida enquanto joga, sem se importar em perder algum diálogo ou som importante. E já que os jogos não tem fim, ao estilo dos arcades clássicos, eles vão durar tanto quanto você quiser.


5-Todo fã do Atari é boa gente

O veterano do Atari 2600 viveu todas as grandes mudanças da indústria dos video-games, desde o quebra de 83 até a recente onda de conteúdo por download. Com uma paciência de ferro, eles não disputam números, vendas, gráficos e outras coisas banais, eles apenas sabem e reconhecem o valor do Atari 2600 na história dos video-games, e estão sempre dispostos a dar boas vindas a qualquer interessado no sistema. Isso sim é um fã camarada.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Mega Review: Streets of Rage 3

A maldição do terceiro capítulo realmente é poderosa. O Poderoso Chefão 3, O Exterminador do Futuro 3, Sexta-Feira 13 parte 3, todas continuações decepcionantes. Streets of Rage 3 cai no mesmo problema e acaba sendo um passo atrás numa trilogia quase perfeita. Não que Streets of Rage 3 seja ruim, pois ainda é um beat'em up divertido, mas todos os pontos fortes dos demais jogos foram negligenciados no capítulo final.

Numa primeira olhada o jogo parece bom, já que o cartucho de 24 megabit garante sprites maiores e bem desenhados, mas logo os problemas começam a aparecer. Para começar o design das fases é muito mais fraco que nos outros dois jogos. Elas são curtas, repetitivas, sempre horizontais, e com poucos detalhes. Algumas tem tem idéias interessantes, como a fase na danceteria que tem efeitos de luzes, ou a fase com uma escavadeira. Mas no geral Streets of Rage 3 não tem nenhum ambiente memorável e você se sente quase obrigado a passar por todas as fases.

Também os personagens sofreram algumas mudanças. A mais visível é a saída do grandalhão Max pelo pouco carismático Dr. Zan, um andróide com braços longos. Além dessa troca desnecessária, Adam não retorna ao jogo como muitos fãs esperavam. Assim temos dois bons personagens substituídos por um cara careca e estranho. O jogo tem alguns personagens secretos (Shiva, um canguru, e o gay Ash na versão japonesa), que são bons extras, mas eu trocaria facilmente todos eles para poder jogar com Max ou Adam.

A adição de Dr. Zan está relacionada com a nova história que integra elementos de ficção-científica na série. Em Streets of Rage 3, Mr. X pretende usar robôs-clonês para substituir pessoas chaves dentro do governo. Toda a história é contada através de diálogos entre as fases,como em um RPG, que é uma boa idéia. Alguns fãs podem estranhar toda a história de robôs e o novo Mr. X, mas ao menos foi tentado expandir a o universo do jogo. O resultado pode parecer meio clichê mas funciona. Streets of Rage 3 ainda conta com uma boa opção de múltiplos finais dependendo de certas ações, o que ao menos estimula múltiplas jogadas.

Já a música é verdadeiro desastre. Mesmo criadas pelo mesmo Yuzo Koshiro dos jogos anteirores, elas não tem o mesmo impacto e criatividade, muitas vezes parecendo só um monte de barulho eletrônico ao fundo.

De longe o ponto mais forte do jogo é uma bem vinda melhoria na jogabilidade. Agora todos os personagens podem correr, deslizar rapidamente para cima ou para baixo, e o controle de seis botões foi integrado ao jogo. As armas podem ser combinadas com golpes especiais, criando novos golpes, e o ataque especial não mais consome energia toda vez que é usado. Todas essas melhorias, junto com a volta da combinação de movimentos entre dois jogadores, torna as lutas ainda mais divertidas. Cada um dos quatro personagens se comporta realmente diferente dos outros, com variações na velocidade, dano, alcance e pulo.

No final, Streets of Rage é um beat'em up com algumas boas idéias que acabaram desperdiçadas em um jogo regular. Com uma música melhor e fases mais criativas o jogo poderia ter sido bem melhor.

Nota: 7,5

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Mega Review: Streets of Rage 2


Depois do sucesso do primeiro Streets of Rage, era só uma questão de tempo para a Sega fazer uma continuação do seu principal beat'em up. Logo, no final de 1992 foi lançado Streets of Rage 2, que, para o alívio dos fãs, foi uma continuação ainda melhor que o original.

O jogo traz quatro personagens jogáveis. Adam, o meu personagem favorito do jogo anterior, ficou de fora e no lugar entraram dois novos personagens ao lado de Axel e Blaze. O primeiro é o lento e mas forte Max, e segundo o rápido e fraco Skate. A variedade dos golpes e combinações de cada personagem aumentou, estando muito mais animadas e fluídas que no primeiro jogo. Também o ataque com carro policial foi substituido por dois fortes ataques especiais. Isso torna a mecânica mais natural e útil para o jogador.

De certa forma Streets of Rage faz uma releitura do Streets of Rage original. Novamente Mr.X toma o controle das ruas e só nosso grupo de policiais pode vencê-lo. Novamente temos um primeiro estágio nas ruas, uma fase na praia, um elevador, e um estágio dentro da fábrica perto do final. Só que agora os estágios são estão mais longos e desenvolvidos. A beleza dos cenários não deixa de surpreender, com a profundidade nas fases abertas e os detalhes como a presença de folhas de árvores no chão. A maioria dos inimigos está de volta redesenhado, com algumas ótimas adições, como os inimigos que usam motos chefes voadores. O jogo também traz um versus mode, em que dois jogadores lutam ao estilo Street Fighter, um pequeno extra que ajuda a passar o tempo. A trilha sonora de Yuzo Koshiro novamente impressiona e eu escolho como as minhas músicas favoritas no Mega-Drive.

Alguns pontos negativos é a falta de elementos clássicos como jogar inimigos em buracos, os golpes combinados em dois jogadores, e a garrafa de vidro como arma. De modo geral Streets of Rage 2 mostrou como se deve fazer uma continuação -corrigindo os pontos fracos do jogo anterior e trazendo novidades realmente interessante.

Nota: 10,0

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Atualizações no Jogos nunca lançados do 32X

Dois novos jogos foram descobertos para o 32X, Aftershock e Heavy Machinery, e o artigo sobre o 32X já foi atualizado.